Assistir a um espectáculo no Bolchoi é sempre uma experiência inolvidável. Acreditem mesmo sendo ja a 4ª vez que tenho o prazer de assistir a um espectáculo de dança naquela mítica sala, cada vez é sempre um deslumbre. Desta vez tive o prazer de assistir a uma coreografia de Marinski interpretada pela companhia de bailado de São Petersburgo que estava de `visita à cidade de Moscovo nos passados dias 28 de Fevereiro e 1 de Março.
Mas dizia eu que é sempre um prazer renovado... não tanto pela dança, mas por toda a envolvência.
Entrar naquele edíficio transporta-nos logo para a época dos Czares. A grandeza de outros tempos está magnificamente prezervada por uma inteligente renovação realizada nos últimos anos. Mas o que mais me fascina é o público. Um público sem complexos que tanto vai assistir a um espectáculo de fato de noite como com a roupa que vem do trabalho, que troca as botas da neve por sapatos de verniz no bengaleiro do teatro, mas que acima de tudo é um profundo conhecedor da dança do ponto de vista técnico... que discute o libreto das novas peças e que analisa friamente a prestação dos bailarinos no intervalo!
E a propósito de intervalo, que bem que sabe uma taça de champanhe acompanhada por umas tapas de caviar saboreadas naquele fantástico "Bufet"!!!
Mais uma vez saí do Bolchoi com a sensação de ter estado noutro mundo... Num mundo onde a cultura sempre fez parte da educação de toda a gente... De um mundo onde ninguém vai ao teatro para ser visto pelas revistas cor de rosa, onde as pessoas apreciam realmente a dança... É um prazer... É um "lavar de alma"!!!!!
E depois, de novo o contacto co a noite fria dos 10 graus negativos....
É mesmo uma experiência que se fica sempre com vontade de reviver!
quarta-feira, 4 de março de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Já alguma vez tiveram saudades de falar Portugês ?
Parece estranho, mas é verdade. A mim, já me aconteceu várias vezes e confesso-vos que é uma sensação muito estranha! Mas cada vez me acontece com mais frequência, talvez devido ao avanço da idade… Penso que também, agravado pelo facto de aproveitar as minhas viagens para comprar e ler livros noutras línguas.
A última vez que tal me aconteceu foi em Dezembro quando estive em Kuala Lumpur a dar um curso. Não é uma sensação imediata, é algo que se vai instalando a pouco e pouco. Começa a fazer-se sentir ao fim das primeiras horas de voo… principalmente porque habitualmente viajo só ou na companhia de pessoas de outras línguas e culturas. A necessidade de falar constantemente outras línguas que não o Português faz com que todos os raciocínios sejam também feitos na língua em que se vai falar…
Mas quando estamos num país em que a única hipótese de comunicação é o inglês, temos que dar aulas em inglês e a língua comum com os colegas de trabalho é também o inglês, a coisa começa a ficar negra… Para além disso ao fim do dia chegamos ao quarto e a única coisa inteligível na televisão é a BBC ou CNN…
Mas para mim o sinal de alerta só chega no momento em se acorda com a sensação que se sonhou em inglês. Aí o caos mental está a beira de estar instalado… É tempo de falar para casa e dar por muito bem empregues os dólares gastos nesse telefonema.
Pois é algo que nos pode parecer impossível, acontece mesmo… Ter saudades de falar Português!!!
A última vez que tal me aconteceu foi em Dezembro quando estive em Kuala Lumpur a dar um curso. Não é uma sensação imediata, é algo que se vai instalando a pouco e pouco. Começa a fazer-se sentir ao fim das primeiras horas de voo… principalmente porque habitualmente viajo só ou na companhia de pessoas de outras línguas e culturas. A necessidade de falar constantemente outras línguas que não o Português faz com que todos os raciocínios sejam também feitos na língua em que se vai falar…
Mas quando estamos num país em que a única hipótese de comunicação é o inglês, temos que dar aulas em inglês e a língua comum com os colegas de trabalho é também o inglês, a coisa começa a ficar negra… Para além disso ao fim do dia chegamos ao quarto e a única coisa inteligível na televisão é a BBC ou CNN…
Mas para mim o sinal de alerta só chega no momento em se acorda com a sensação que se sonhou em inglês. Aí o caos mental está a beira de estar instalado… É tempo de falar para casa e dar por muito bem empregues os dólares gastos nesse telefonema.
Pois é algo que nos pode parecer impossível, acontece mesmo… Ter saudades de falar Português!!!
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Amesterdão - O paraíso das biclas
Regressei ontem duma viagem à Holanda com uma passagem rápida por Londres...
Dito assim parece algo de muito cosmopolita, mas nem por isso.
Fui ajudar a minha filha mais velha a instalar-se em Eindhoven para concluir a sua tese de mestrado. Mas claro, e como falava no post de apresentação mesmo as viagens mais objectivas devem incluir sempre um pouco de turismo. Por isso decidimos ir primeiro passar o fim-de-semana a Amesterdão para a ambientação ao mundo Dutch!
Amesterdão é uma cidade fantástica... e não estou a falar só dos museus e da venda de canabis, estou principalmente a falar das pessoas, do chamado "espírito da coisa".
Porque é esse "espírito de coisa" que interessa reter das vigens... o tentar perceber as pessoas, o funcionamento da sociedade, como comem, como se organizam, onde vivem!
E é engraçado fazer o exercício de falar com alguém que pouco sai do seu canto; aí ficamos a perceber é quem mais viaja que tem noção de que ainda falta conhecer muita coisa e quanto mais se conhece, mais necessidade se tem de ver mas e mais. Ver e compreender...
E algo incompreensível, pelo menos à primeira vista são as biclas em Amesterdão!
São cerca de 1 milhão, de acordo com um folheto do turismo (mais do que o número oficial de habitantes....) e são velhinhas, algumas mesmo já a pedir para a reforma, muitas delas nem sequer têm travões. Como diria o meu avô: Incompreensível num país do 1º mundo!
Pois é, mas algo que aprendi também ao longo destes anos é que quanto mais evoluído é um país mais valor dá às suas tradições! E as biclas em Amesterdão são velhinhas (segundo as más línguas valem mais as correntes que as seguram aos gradiemanetos que as próprias biclas...) porque de acordo com a tradição quando os alemães abandonaram a cidade depois de terem perdido a 2ª Guerra mundial levaram as biclas novas todas e desse modo deve-se às bicicletas mais antigas o iníco da reconstrução da vida na cidade. Por isso é uma pequena homenagem o facto das pessoas preferirem uma bicla antiga e com "pedigree"!
Dito assim parece algo de muito cosmopolita, mas nem por isso.
Fui ajudar a minha filha mais velha a instalar-se em Eindhoven para concluir a sua tese de mestrado. Mas claro, e como falava no post de apresentação mesmo as viagens mais objectivas devem incluir sempre um pouco de turismo. Por isso decidimos ir primeiro passar o fim-de-semana a Amesterdão para a ambientação ao mundo Dutch!
Amesterdão é uma cidade fantástica... e não estou a falar só dos museus e da venda de canabis, estou principalmente a falar das pessoas, do chamado "espírito da coisa".
Porque é esse "espírito de coisa" que interessa reter das vigens... o tentar perceber as pessoas, o funcionamento da sociedade, como comem, como se organizam, onde vivem!
E é engraçado fazer o exercício de falar com alguém que pouco sai do seu canto; aí ficamos a perceber é quem mais viaja que tem noção de que ainda falta conhecer muita coisa e quanto mais se conhece, mais necessidade se tem de ver mas e mais. Ver e compreender...
E algo incompreensível, pelo menos à primeira vista são as biclas em Amesterdão!
São cerca de 1 milhão, de acordo com um folheto do turismo (mais do que o número oficial de habitantes....) e são velhinhas, algumas mesmo já a pedir para a reforma, muitas delas nem sequer têm travões. Como diria o meu avô: Incompreensível num país do 1º mundo!
Pois é, mas algo que aprendi também ao longo destes anos é que quanto mais evoluído é um país mais valor dá às suas tradições! E as biclas em Amesterdão são velhinhas (segundo as más línguas valem mais as correntes que as seguram aos gradiemanetos que as próprias biclas...) porque de acordo com a tradição quando os alemães abandonaram a cidade depois de terem perdido a 2ª Guerra mundial levaram as biclas novas todas e desse modo deve-se às bicicletas mais antigas o iníco da reconstrução da vida na cidade. Por isso é uma pequena homenagem o facto das pessoas preferirem uma bicla antiga e com "pedigree"!
Apresentação
Este é o chamado blog adiado...
Que ja devia ter sido iniciado há bastante tempo... Mas sempre naquela atitude egoísta de que não vale a pena partilhar as ideias que restam das viagens feitas, o resultado foi este... mas como mais vale tarde do que nunca, aqui vai a minha forma imperfeita de conjugar o verbo ir!
Pois é, há quem viaje por passatempo, há quem viaje em trabalho, há quem viaje em férias. Pois eu, habitualmente gosto de combinar estas três formas. Daí a conjugação imperfeita... Já dizia a minha avó: ninguém consegue fazer tudo ao mesmo tempo e bem feito.
Não é que viaje muito... mas por vezes visito locais nem sempre acessíveis ao público "normal". Por isso, e devido a uma grande insitência da minha filha mais velha decidi-me a partilhar com o éter algumas das impressões que me ficam de algumas viagens.
Que ja devia ter sido iniciado há bastante tempo... Mas sempre naquela atitude egoísta de que não vale a pena partilhar as ideias que restam das viagens feitas, o resultado foi este... mas como mais vale tarde do que nunca, aqui vai a minha forma imperfeita de conjugar o verbo ir!
Pois é, há quem viaje por passatempo, há quem viaje em trabalho, há quem viaje em férias. Pois eu, habitualmente gosto de combinar estas três formas. Daí a conjugação imperfeita... Já dizia a minha avó: ninguém consegue fazer tudo ao mesmo tempo e bem feito.
Não é que viaje muito... mas por vezes visito locais nem sempre acessíveis ao público "normal". Por isso, e devido a uma grande insitência da minha filha mais velha decidi-me a partilhar com o éter algumas das impressões que me ficam de algumas viagens.
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